Histórias Interessantes

A História de Izadora e Penélope

Costumava acreditar que eu era uma pessoa feliz, atropelando a vida e os problemas como se fosse uma locomotiva desenfreada, e sem perceber, fui acometida de um mal inesperado: a síndrome do pânico! Passava os dias sentindo uma tristeza muito grande, pensando em coisas ruins, sentindo que energias pesadas estavam ao meu redor.

Sempre quis ter um cachorrinho de estimação, mas tinha um certo receio de assumir a responsabilidade de cuidar de um bichinho e depois não dar conta do recado. Num certo dia, encontrei um senhor na rua que passeava com sua nova aquisição: uma shit-su de três meses. Paramos para conversar e ele acabou me dando o telefone do lugar onde ele tinha comprado o seu cão. Agindo por puro impulso, liguei para a criadora e no dia seguinte eu estava lá, mais que disposta a adquirir o meu futuro amigo.Fiquei horas indecisa, pois eram tantos cachorros lindos...Minha indecisão acabou quando uma cachorrinha sapeca toda peluda olhou no fundo dos meus olhos como se dissesse: SOU EU!

 E adivinhe só! Era ela mesmo! Tinha acabado de encontrar o meu “anjo”, a Penélope (Pepê para os íntimos), uma Chow Chow linda de 2 meses que arrebatou meu coração. Depois que ela entrou na minha vida, nunca mais soube o que é tristeza. Poderia ficar aqui o dia inteiro descrevendo todas as coisas boas que ela fez por mim, com sua energia pura , seu olhar doce, seu amor incondicional. Mas uma coisa é certa: entender a natureza de um bichinho tão iluminado me fez aprender muitas coisas sobre a vida e principalmente sobre o AMOR!

Só uma coisa me resta dizer: Obrigado minha Pepe, por me ensinar a viver.

Izadora Guimarães

Penélope c/ 02 meses

Penélope c/ 07 meses


Penélope e Izadora


A História de Mario e Bolinha

Como tantos cachorros de rua que vivem perambulando pelas grandes cidades, Bolinha era só mais uma. Viralata, mistura de alguma raça com fox, a simpática cachorrinha vivia com um carroceiro que dormia na rua, mais precisamente num gramado na Avenida Sumaré, no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

O destino de Bolinha, entretanto, não seria o mesmo de tantos outros cachorros abandonados. Ela se feriu gravemente quando foi atropelada por uma senhora que dava marcha ré no carro, e não a viu. Bolinha foi imediatamente levada para a clínica veterinária da Dr Silvana Pandolfi Jatene (veterinária há 26 anos), que possui uma clínica no bairro Jardins, em São Paulo, Lá, Bolinha ficou se recuperando por volta de cinco meses, pois havia sofrido diversas fraturas.

O engenheiro e administrador de empresas, Mário José Alexandre Spiller, 57 anos, sempre ia à clínica por causa de seus outros cachorros, quando conheceu Bolinha e se encantou. “Ela é extremamente amorosa, dócil, simpática com todo mundo. É meiga e se dá com todos. Ela também procura contato com as pessoas”, diz.

Sabendo que suas cachorras já estavam velhas e doentes, Mário se antecipou e disse à veterinária que, caso o carroceiro não quisesse mais ficar com ela, ele a adotaria.

Quando finalmente Bolinha se recuperou e Gilberto foi buscá-la, a cachorrinha se sentiu perdida e não quis mais acompanhá-lo. Ela havia pegado carinho pelo pessoal da clínica. O carroceiro, por entender que a vida na rua seria difícil para ela, resolveu abrir mão e a doou para Mario.

Amanda Salim



Mário e suas três "filhotas"

Projeto Cão do Idoso

Sabendo que existiam programas de terapia animal e com a idéia de tentar aproveitar o comportamento afetuoso de Bolinha, Mário acabou conhecendo o Projeto Cão do Idoso através de um amigo, que era voluntário. Decidiu entrar no projeto e o primeiro passo foi participar da palestra de apresentação. Depois disso vieram as visitas às casas de repouso, primeiro sem, e depois com os cães, numa forma de avaliação comportamental. Bolinha estreou no programa em março de 2005.

O projeto atende quatro instituições em São Paulo, e a cada quinze dias, Mário e Bolinha visitam os idosos. São homens e mulheres que praticamente dependem da visita de voluntários para tentar espantar a solidão e a depressão. Apenas 10% dos idosos da casa Ondina Lobo, por exemplo, recebem visita de familiares.

Mário sabe que sua atitude é importante para os velhinhos. “Eles são muito carentes. No Projeto Cão do Idoso, tanto o voluntário como o cão são importantes. Os cachorros são pontes, intermediadores entre o idoso e o voluntário”, conclui.

E numa coisa, tanto o engenheiro quanto a veterinária são unânimes: Bolinha tem uma estrela que é só dela. Mas será que, como ela, não existem tantos outros cachorros por aí?



Senhor Querino na Ondina Lobo
Foto: Rogério Sordi

Cães doadores de sangue

A Mel já doou sangue 3 vezes para salvar cãezinhos que precisavam de transfusão, uma vez um cãozinho de rua com doença do carrapato, outra vez outro com insuficiência renal e a Brigite com leptospirose.

A Tati também já fez doação de sangue para ajudar uma poodle pretinha atropelada.

Responsabilidade com a vida!

Mel, a nossa heroina...

   
Sabedoria Canina  
Sendo um veterinário, fui chamado para examinar um cão da raça wolfhound irlandês chamado Belker.
Os proprietários do animal, Ron, sua esposa Lisa, e seu garotinho Shane, eram todos muito ligados a Belker e esperavam por um milagre.
Eu examinei Belker e descobri que ele estava morrendo de câncer. Eu falei à família que não haveria milagres no caso de Belker, e me ofereci para proceder a eutanásia para o velho cão em sua casa. Enquanto fazíamos os arranjos, Ron e Lisa me contaram que estavam pensando se não seria bom deixar que Shane, de quatro anos de idade, observasse o procedimento. Eles achavam que Shane poderia aprender algo da experiência.
No dia seguinte, eu senti o familiar aperto na garganta enquanto a família de Belker o rodeava. Shane parecia tão calmo, acariciando o velho cão pela última vez, que eu imaginei se ele entendia o que estava se passando.
Dentro de poucos minutos, Belker foi-se, pacificamente . O garotinho parecia aceitar a transição de Belker sem dificuldade ou confusão.
Nós nos sentamos juntos um pouco após a morte de Belker, pensando alto sobre o triste fato da vida dos animais serem mais curtas que as dos seres humanos. Shane, que tinha estado escutando silenciosamente, saltou, "Eu sei porque."Abismados, nós nos voltamos para ele. O que saiu de sua boca me assombrou. Eu nunca ouvira uma explicação mais reconfortante. Ele disse, "As pessoas nascem para que possam aprender a ter uma boa vida - como amar todo mundo todo o tempo e ser bom, certo?" o garoto de quatro anos continuou , "Bem, cães já nascem sabendo como fazer isto, portanto não precisam ficar por tanto tempo."